terça-feira, 14 de fevereiro de 2012



Coisas do Trem I


O trem chegou oficialmente em Lima Duarte em 1º de Março de 1926, data em que foram inauguradas solenemente as estações de Orvalho, Manejo e Parada de Lima Duarte. Toda vez que lia no Livro do Alexandre esse trecho, inquietava-me a dúvida: e a estação da Barreira? Onde virava o trem para retornar à Juiz de Fora? Teria havido um virador na Paradinha?

Max de Vasconcellos em seu Livro As Vias Brasileiras de Comunicação, editado em 1927, relata a  estação de Lima Duarte (Barreira), mas nada fala do prédio em si, nem da existência do Triângulo de Reversão.
Hélio Duque, filho de Nominato Duque, conta-nos que seu pai é que inaugurou a estação da Barreira. Aproveitando a deixa da Revolução de 1930, juntou povo, banda, discursos e fogos e pôs a coisa pra funcionar...

Se a estação existia, tudo resolvido. Mas e se não existia, onde virava o trem, onde se abastecia a caldeira de água para geração do vapor?


Inauguração Parada de Lima Duarte 1º de Março de 1926
Inauguração da estação de Valadares em 1º de Maio de 1924
Uma foto tirada em 1926, retrata a inauguração da Parada de Lima Duarte (mais tarde Parada Deocleciano Vasconcelos ou Paradinha. Nela vemos a composição inaugural, com um vagão panorâmico engatado na frente da locomotiva. Sugeriria esse a volta da locomotiva em marcha à ré, mas nada conclusivo, já que o Triangulo de Reversão bem que poderia já existir na Barreira, mesmo sem a estação, apesar de que pela foto não se vê a continuação da linha além da estação...



Outro fato é que esses vagões especiais, destinados ao transporte de personalidades, normalmente vinham engatados na frente da máquina, tal como se vê numa foto da inauguração da Estação de Valadares, ocorrida em 1924 (dois anos antes)

A dúvida permanece...







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