Formado
o Centro, ao redor da Matriz de Nossa Senhora das Dores, começaram a nascer os
primeiros bairros.
Apesar
de não serem as vezes, oficialmente reconhecidos como tal, são denominados pela
população desde tempos antigos, fazendo parte da nossa cultura local.
Matosinhos
foi o primeiro dos bairros, formado próximo ao Centro, na antiga entrada da
cidade. A origem do nome permanece uma incógnita, sendo impossível não fazer um
paralelo, a ser pesquisado, com outros Matosinhos existentes em Minas, todos
derivados do Matosinhos no subúrbio de Braga em Portugal, região de origem da
família Delgado.
Em
seguida, nasce o bairro do Patrimônio, em terreno comprado pela Câmara
Municipal de Lima Duarte para aforamento, entre 1895-1897. A iniciativa coube
ao Presidente da Câmara e Agente Executivo Municipal Coronel José Virgílio de
Paula. O terreno pertencia à Paróquia de Nossa Senhora das Dores, sendo
conhecido popularmente como “Patrimônio da Santa”, nome popular que recebiam as
terras da Igreja Catolica. O bairro, por isso, acabou por receber esse nome.
O
Alto de São Francisco tem origem com a construção da capela de São Francisco de
Assis das Chagas, por iniciativa de Francisco Delgado Mota, benta em 1905. A
primeira rua de acesso, descia em direção ao Largo, na frente da capela, aquela
que hoje termina no Escadão. Com a abertura da estrada de ferro, naquele
trecho, em 1923, foi cortada, sendo uma outra via de acesso aberta, gerando a
atual Rua Apolo XI, seguida, na década de 1960, pela abertura da Rua Cel.
Elisiario.
A
Barreira nasceu em meados da década de 1910, como forma de acesso do centro à
estação ferroviária. De início, havia apenas a atual Rua Jacintho Honório, com
poucas casas, quase que apenas um caminho de acesso à fazendas e localidades
próximas. Uma rua nova foi aberta no local, depois de esgotados os brejos (a
barreira), reta e larga, a primeira rua planejada da cidade. Recebeu
popularmente o nome de Rua Nova, antes de se chamar oficialmente Avenida
Barão do Rio Branco. A rua antiga, por isso, foi chamada de Rua Velha. O
nome do bairro vem-lhe dos brejos em que se assenta, com chuvas gerando muito
barro.
Em
seguida, nos primeiros anos de 1900, surge a Vila Afonso Pena, um prolongamento
do Patrimônio, separado deste na década de 1960 com a passagem da BR 267. A
criação do bairro foi uma iniciativa de João de Deus Duque Neto, em terras de
sua propriedade, oferecendo lotes a amigos e favorecendo-lhes a aquisição. O
nome é uma homenagem ao ex-Presidente da Republica, o mineiro Afonso Maria
Moreira Pena, falecido em 1909
No
entorno da Parada Deocleciano Vasconcelos erguida em 1925, nasceu o bairro
Paradinha. Antes, era apenas um pasto de várzea, sujeito a alagamentos, drenado
e aterrado pela Central do Brasil. Era uma área de muito movimento, porta de
entrda da cidade, favorecida pelo movimento de carga e descarga de mercadorias,
e embarque e desembarque de passageiros.
Essa
era a configuração da cidade até por volta de 1939.