terça-feira, 15 de outubro de 2024

Os bairros São José, Santa Teresinha, Beira Rio e Matadouro

 

 

            A região do atual Bairro Cruzeiro, começou a ser mais densamente ocupada por volta de 1939, nas obras da rodovia aberta pelo Governo do Estado de Minas Gerais, ligando Lima Duarte a Olaria e Bom Jardim de Minas. Essa rodovia corresponde hoje às ruas Clemente Armando Moreira e Rua do Horto, atravessando o Rio do Peixe por uma ponte de madeira, seguindo pela margem esquerda via os atuais Bairros Santo Antonio, Poço da Pedra e localidade de Perobas.

            Essa estrada aos poucos, foi sendo ocupada em suas margens, gerando o embrião da Vila São José, que depois se torna Vila Cruzeiro, dado ao cruzeiro ali erguido em concreto em 1952, substituindo um antigo, em madeira.

            Dessa rua, um antigo caminho descia ao Rio do Peixe, atravessando-o em direção à Fazenda Ponte Funda, de onde se seguia para São José dos Lopes, Ibitipoca e Mogol, atual Rua Getulio Vargas.

            A “Rua de Baixo”, surge no prolongamento da ferrovia em 1944, com destino a Bom Jardim a partir do Triangulo de Reversão(onde estão hoje a Estação de Tratamento de Aguas e sede do Clube do Cavalo). Com o abandono das obras, seu leito é ocupado, gerando uma nova rua. As demais surgem posteriormente.     

            O bairro Santa Teresinha surge a partir de 1951, quando a população católica decide erguer uma capela dedicada à Santa Teresinha do Menino Jesus, no chamado “Pasto dos Alves”, pertencente ao Coronel José Alves. A primeira rua (atual 31 de Março),ligava a capela à Rua da Estação (atual Benvindo de Paula), sendo acrescida de uma transversal (Maria Tomé), ambas depois prolongadas.

            A partir de 1930, as obras abandonadas da ferrovia, até próximo ao atual Campo do Santa Teresinha, se tornam parte da nova estrada para Ibitipoca, São José dos Lopes e Mogol. Uma ponte em madeira é construída, fazendo a ligação da cidade com este novo caminho. Às margens desse caminho se adensa a cidade, gerando a Rua General Setembrino de Carvalho (atual Rua Joaquim Otaviano), que aos poucos vai sendo alargada.

            Neste processo de modernização, a velha ponte de madeira é feita em concreto armado em 1949. Neste mesmo ano, a prefeitura adquire imóvel e terreno na Estrada para os Mamonos, transferindo para lá o Matadouro municipal, que até então funcionava no Bairro Matosinhos.

            Na década de 1970, obras de alargamento da Rua Joaquim Otaviano provocam a remoção de alguns moradores próximo à ponte, sendo transferidos para a área da Municipalidade contígua ao Matadouro, dando ao núcleo original do Bairro Matadouro. 

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