A região do atual Bairro Cruzeiro, começou a ser mais
densamente ocupada por volta de 1939, nas obras da rodovia aberta pelo Governo
do Estado de Minas Gerais, ligando Lima Duarte a Olaria e Bom Jardim de Minas.
Essa rodovia corresponde hoje às ruas Clemente Armando Moreira e Rua do Horto,
atravessando o Rio do Peixe por uma ponte de madeira, seguindo pela margem
esquerda via os atuais Bairros Santo Antonio, Poço da Pedra e localidade de
Perobas.
Essa
estrada aos poucos, foi sendo ocupada em suas margens, gerando o embrião da
Vila São José, que depois se torna Vila Cruzeiro, dado ao cruzeiro ali erguido
em concreto em 1952, substituindo um antigo, em madeira.
Dessa
rua, um antigo caminho descia ao Rio do Peixe, atravessando-o em direção à
Fazenda Ponte Funda, de onde se seguia para São José dos Lopes, Ibitipoca e
Mogol, atual Rua Getulio Vargas.
A
“Rua de Baixo”, surge no prolongamento da ferrovia em 1944, com destino a Bom
Jardim a partir do Triangulo de Reversão(onde estão hoje a Estação de
Tratamento de Aguas e sede do Clube do Cavalo). Com o abandono das obras, seu
leito é ocupado, gerando uma nova rua. As demais surgem posteriormente.
O bairro Santa Teresinha surge a partir de 1951,
quando a população católica decide erguer uma capela dedicada à Santa Teresinha
do Menino Jesus, no chamado “Pasto dos Alves”, pertencente ao Coronel José
Alves. A primeira rua (atual 31 de Março),ligava a capela à Rua da Estação (atual
Benvindo de Paula), sendo acrescida de uma transversal (Maria Tomé), ambas
depois prolongadas.
A
partir de 1930, as obras abandonadas da ferrovia, até próximo ao atual Campo do
Santa Teresinha, se tornam parte da nova estrada para Ibitipoca, São José dos
Lopes e Mogol. Uma ponte em madeira é construída, fazendo a ligação da cidade
com este novo caminho. Às margens desse caminho se adensa a cidade, gerando a
Rua General Setembrino de Carvalho (atual Rua Joaquim Otaviano), que aos poucos
vai sendo alargada.
Neste
processo de modernização, a velha ponte de madeira é feita em concreto armado
em 1949. Neste mesmo ano, a prefeitura adquire imóvel e terreno na Estrada para
os Mamonos, transferindo para lá o Matadouro municipal, que até então
funcionava no Bairro Matosinhos.
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