Um dos mais destacados cidadãos
lima duartinos de seu tempo, com realizações que persistem ativas até o dia de
hoje, Maximiano Estevão Nepomuceno marcou sua trajetória com atuação no
magistério, na vida forense, no apostolado católico, nas atividades sociais
e filantrópicas.
Como
tantos outros, não nasceu em Lima Duarte, mas para cá se transferiu e galgou
posição muito mais elevada e distinta que muitos “nativos”, por sua honradez,
honestidade e fino caráter.
Nascido
aos 2 de setembro de 1855 na histórica cidade de São José d’El Rei, atual
Tiradentes, onde viveu até que se fizesse jovem e completasse os estudos,
transferiu-se posteriormente para Lima Duarte.
Em
Lima Duarte radicou-se inicialmente na Fazenda da Samambaia, onde vivia de
ensinar as primeiras letras.
Como
era oriundo de uma região com muita tradição na música, o jovem Maximiano
também era músico e passou a ensinar a teoria e prática musical aos que se
interessavam, formando logo um pequeno grupo musical. A prática levou os jovens
a tomar gosto pela música, surgindo logo a idéia de fundar-se uma banda de
música.
Juntamente com Jerônimo Rodrigues de Oliveira e Carlos José da Silva, Maximiano funda a primeira banda de música de Lima Duarte, a Banda Sagrado Coração de Jesus, que estreou na então Vila do Rio do Peixe, seus primeiros acordes públicos em 24 de junho de 1884.
Transferindo-se
da fazenda da Samambaia à cidade, prossegue no Magistério com ótima atuação.
Prestando concurso para a carreira forense, é aprovado, e em fevereiro de 1896
tomou posse do cargo de escrivão do Primeiro Ofício profissão, encerrando sua
carreira forense como Tabelião do 1º Ofício.

Na foto ao lado, extraída do Album dos Municipios de 1925, vemos Maximiano Nepomuceno, integrando a Família Forense. Da esquerda para a direita, sentados: Senador Alfredo Catão, advogado -- Dr. José Maria Filgueiras, juiz municipal--Major Maximiano Nepomuceno, escrivão--- Major Francisco Neves-Escrivão De pé: Aderbal Neves, escrevente-- Pedro de Oliveira Coelho, contador, distribuidor, partidor -- Dr. Hesichio Seabra Azaror, advogado-- Tenente Nestor Neves, escrivão do crime.
Católico praticante, frequentava assiduamente as missas e eventos paroquiais, compondo o Coral Sacro que tocava nos ofícios divinos, juntamente com Dona Altina Pires Tavares. Atuou também na Irmandade dos Passos no Apostolado da Oração e na Sociedade de São Vicente de Paulo.
Casou-se
com Dona Ambrosina Nepomuceno, de Lima Duarte, com quem teve duas filhas: Rita
Nepomuceno e Maria Nepomuceno, ambas formadas professoras no Colégio Nossa
Senhora das Dores em São João del Rei exrcendo por longos anos o magistério no
Grupo Escolar Bias Fortes, com louvor.
Mas
nem só de música se fez a vida de Maximiano!
Participou
ativamente da criação do Grupo Escolar Bias Fortes, sendo tesoureiro da Caixa
Escolar; atuou forte e incisivamente na criação da Santa Casa de Misericórdia de
Lima Duarte, destacando-se no empenho pela construção das instalações e tomando
posse como tesoureiro em 1923.
Faleceu
em Lima Duarte, aos 16 de novembro de 1930.
Por
seu pioneirismo na introdução da música em terras lima duartinas, foi honrado
como patrono da Escola e Banda de Música Maximiano Nepomuceno.
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